terça-feira, 28 de outubro de 2008

Curiosidades linguísticas (e não só)

A maneira como o nosso cérebro reage à leitura pode ser testado neste texto em que algumas letras se encontram trocadas.

Pios é:
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra a odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e utmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol csãofnuo que nsó pdomeos anida ler sem gnderas pobrlmeas. Itso é poqrue nós nao lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Cosiruo não?

~ * ~


Outro facto interessante é a maneira como conseguimos descodificar um texto que contenha letras e algarismos e continuar a lê-lo como se apenas fosse constituído por letras:

M473M471C0 (53N54C1ON4L)

4S V3235 3U 4C0RD0 M310 M473M471C0.
D31X0 70D4 4 4857R4Ç40 N47UR4L D3 L4D0
3 P0NH0-M3 4 P3N54R 3M NUM3R05,
C0M0 53 F0553 UM4 P35504 R4C10N4L.
540 5373 D1550, N0V3 D4QU1L0...
QU1N23 PR45 0NZ3...
7R323N705 6R4M45 D3 PR35UNT0...
M45 L060 C410 N4 R34L1D4D3
3 C0M3Ç0 4 F423R V3R505
H1NDU-4R481C05


~ * ~

E também merecedor de atenção é o facto de não sermos capazes de nomear as palavras que se seguem dizendo-as rapidamente e em sucessão, em voz alta, sem nos enganarmos.

Diz então, em voz alta, a cor e não a palavra:

AMARELO AZUL LARANJA

PRETO ROXO VERDE

CINZENTO AMARELO ROXO

LARANJA VERDE PRETO

AZUL ROXO CINZENTO

VERDE AZUL LARANJA

Houve algumas trocas, não?

Isto acontece porque há um conflito entre a parte direita do nosso cérebro, que tenta referir a cor, e a parte esquerda, que tenta referir a palavra.

domingo, 26 de outubro de 2008

Quero Viver Várias Aventuras


Quero viver várias aventuras,
Quero ser várias situações.
Quero cantar e dançar.
Ser livre.
Quero que me vejam com sentimento,
Quero ser esse Tal sentimento.
Quero renascer
Como uma fénix
Quero ganhar asas e voar ao Infinito
E tudo sem sair do meu reino:
Este palco imenso.
Quero chegar ao Absoluto,
Quero ser actriz.

Alexandra Nunez, Schnee Käsekuchen
(fotografia de Ana Rita Pereira / Alexandra Nunez)

domingo, 19 de outubro de 2008

Uma crónica



Hoje deixo-vos aqui também uma crónica, retirada do jornal Público, do dia 3 de Junho de 2006. Gostava, sobretudo, que dessem um pouco de atenção ao estilo da escrita, e ao conteúdo do 2º parágrafo. O que se entende por «repouso imperturbado e bovino», relacionado com a televisão, o DVD, a música popular ou a conversa de computador?

Polémico, não?

Um vídeo publicitário

publicidade - s. f.,
estado do que é público; divulgação; notoriedade pública; reclamo comercial.





Ví­deo de Daily Motion


Para além do humor que possam conter, como é o caso deste anúncio, os vídeos publicitários pretendem fazer passar mensagens, criando expectativas no público a quem se destinam.

Através da observação deste pequeno vídeo, tenta perceber qual o público-alvo a que se destina, se se trata de um anúncio de uma empresa ou instituição, que intenção está por detrás das imagens e da situação, e se pode ser considerado eficaz ou não.


domingo, 12 de outubro de 2008

Hoje

Hoje senti-me perdida, senti-me perdida num labirinto sem fim, fechado, vazio, frio, escuro. Senti-me fraca, fora de prazo, impotente. Senti a tempestade chegar em mim, uma noite fria, em que não parava de chover e trovoar. Senti um vazio cruel e desnudido. Senti que não tinha força para olhar e continuar em frente. Não te encontrava, procurei, procurei e não estavas lá, parecia que tudo não tinha passado de uma ilusão, de um sonho, até que acordei, acordei destapada, com a pele a arrepiar, faltava-me o teu abraço, faltavas tu. Eu queria encontrar-te e não conseguia. Estavas escondido no meio de nada, fugiste. Trocaste as cores vivas e brilhantes, por escuras e frias. Hoje, duvidei de quem sou, de novo. Hoje, não quis existir. Hoje apeteceu-me adormecer e não mais acordar. Porque não estavas presente. Porque fracassei. Gritei até ao meu último fôlego, e até à minha respiração final me apeteceu gritar, mas ninguém me ouviu. É tão difícil esperar numa fila que não mais anda, mas eu espero, eu espero para saber o que nos aconteceu, o que aconteceu ao que éramos e como éramos, esperarei o tempo que for preciso. É certo que "se não houvesse mágoa, não daríamos valor aos bons momentos", mas e se eu prometer que lhes dou valor, posso não ter mágoa?

Este foi o meu dia, e espero que tenha sido o último assim, pois temo não aguentar outros semelhantes.
# nêê..

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Basta Apenas Um...



Basta um sorriso natural, para marcar,
Basta um olhar para me apaixonar
Um simples toque,
Um pequeno roçar de lábios
Entre dois seres atraídos
Podem mudar um sentimento,
Contudo apenas uma simples e mera palavra me deixa a pensar:
Amo-te,
Amei-te ontem, amo-te hoje,
Mas só amanha te digo se te ainda amo.
Entrego-me a ti em pensamento,
Deixo-me levar por ti num sonho,
Um sonho sonhado entre nós dois;
De olhos fechados, consigo te desenhar,
Consigo marcar cada traço que te define,
Cada linha que te dá a tão beleza pura, que tens,
Sobre um papel tento escrever
Mas, escrever para quê?
Se não me saem as palavras certas
Para expressar o que me vem cá de dentro…
Sente em meu toque, em meus lábios o que sinto por ti,
Só assim o saberás verdadeiramente.
Cada vez em que oiço a tua voz,
Penso que vale sempre a pena
Ter-te a meu lado, em cada dia-a-dia.
Mesmo que o sentimento entre nós dois acabe,
Não me arrependerei de nada,
Pois o que fiz, fi-lo com amor!
E mesmo inconscientemente,
Digo-te que voltaria a fazer tudo de novo…

Sara Diz

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Preto.


Guardaram-me numa caixa suja, apertada, sem luz e sem brilho. Prometeram-me
quimeras, ditaram-me destinos perfeitos e eu acreditei. Foi aqui que a minha memória
quis focar algo, foi por estes caminhos que experimentei caminhar. Em vão.
Por momentos tentei lembrar-me da minha vida e do meu mundo, das pessoas que amo
e das que me amam a mim, de tudo. Mas agora, para lá desta caixa obscura, não existe
Mundo e dentro dela, não existe Vida. Morri. Sinto-me sem forças, sem cor. Estou suada
mas os meus lábios, cada vez mais secos, já não emanam o desejo de sempre. Apetece-me fugir, mas o meu corpo está cravado no chão, começo a entrar em delírios fonéticos, os
visuais já não os tenho; não tenho nada para ver nesta Caixa. Esta caixa pintada de preto,
poluída de preto. Sinto-me como numa camisa de forças: impotente.
Ficarei aqui até já não restar nada?
(fotografia: Divórcios - Alexandra Nunez)

domingo, 5 de outubro de 2008

Desabafo

Este post, (ou melhor dizendo, "postagem") deve-se ao comentário do stor ao meu texto anterior, o qual referia que "pelo sonho é que vamos", (aproveito também para agradecer os comentários da Bijal e da Sara). Pois bem, essa pequena citação fez-me lembrar o meu 9º ano (mais à frente vão entender). Pois bem, no 9º ano tudo parecia tão perfeito, tinha comigo os melhores amigos do Mundo, dizíamo-nos "inseparáveis", e que aquela amizade seria "para sempre" pois bem... Muitas palavras em vão, que, por muito que me custe aceitar, foram ditas da boca para fora. Para muitas pessoas "para sempre" não dura mais que meses, semanas, dias. E com isso tive de aprender. Muitos mudaram de escola, muitos vieram para a mesma escola, mas quando passam parece que nem nos conhecemos ou que passámos tantos e bons momentos como aqueles.
Voltando ao assunto do post... Quando, no 9º ano, a nossa directora de turma nos mandou fazer um texto em que o título era "Onde estarei eu daqui a 30 anos", se bem me lembro, onde teríamos de incluir sonhos, perspectivas e "o que queríamos ser quando fôssemos grandes". Eu, que pensava saber tudo em relação a isso, quando pego na caneta e tenho o papel a minha frente... As palavras não me saíram. Foi como não saber quem sou, não saber o que quero, e não querer que aquele ano, o melhor ano da minha vida no que toca a amizades, se apagasse em três meses. As palavras teimavam em não sair, tinham-me abandonado completamente como nunca haviam feito. Até que, naquele preciso momento, me decidi a escrever o que estava a sentir. Referi tudo, até ao mais pequenino pormenor. Mas afinal... Quem queria eu ser? Está mais que provado que, na maioria das vezes "querer" não basta e não passa apenas de uma palavra quase desconhecida. Claro está, não me lembro de tudo o que escrevi, mas lembro-me da última frase, também a mais importante "Eu só quero ser feliz, acho que não é pedir muito".

Ela fez um pequeno comentário, com o qual me identifico totalmente:
«Inês: ser feliz é o teu objectivo. Não penses que é pouco! É até muito ambicioso. mas: "Pelo sonho é que vamos, comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não frutos, pelo sonho é que vamos"(Sebastião da Gama)»
Interrogo-me, agora, se isto é a felicidade. É? Bem, como já referi, muitas daquelas amizades não passaram de meras ilusões, e pergunto a essas pessoas se guardaram os momentos entre risos e lágrimas, gritos e choros, ou se simplesmente os mandaram para o lixo. Mesmo tendo em conta tudo isto, eu sou feliz, porque apesar de ter passado um dos piores anos da minha vida, onde parecia que o Mundo me estava a virar costas, onde tudo à minha volta parecia desmoronar, aprendi que as pessoas, os amigos mudam e nós temos de aprender a lidar com essas mudanças, e se forem mesmo "amigos" tornaram o pior defeito numa virtude e ultrapassaram todos os maus momentos. Felizmente, melhores momentos e pessoas vieram, e creio estar no auge da minha felicidade nestes tão curtos 16 anos da minha vida. Tenho comigo as melhores pessoas do Mundo, aqueles que através dessa mudança sempre permaneceram, e aqueles que entraram na minha... Posso dizer "nova vida", (não quero estar a referir nomes), é deles que preciso e é com eles que me sinto bem. Aprendi que, embora perto, muitos preferiram estar longe, e que, longe, os verdadeiros amigos nunca deixaram de estar perto.
Amigo não é aquele que só está por perto quando tem de estar, é aquele que está perto mesmo na distância, que vive no coração e não apaga memórias por mais voltas que o Mundo dê. Sonhadora como me julgo, e como me dizem que sou, sonho que essas pessoas um dia percebam isso. Quero ser feliz? Sim, mas aprendi a escolher não o caminho mais fácil, mas o que o meu coração escolheu.
# nêê..

As vírgulas, os pontos, a escrita...

À

...será que é assim que organizo as minhas ideias,
com vírgulas,
ponto de interrogação...

s vezes a escrita vai por ali fora e, zás, uma vírgula, depois outra, outra ainda, afinal servem para quê, estes minúsculos traços que escrevemos a seguir às palavras, a separar frases, pensamentos, será que somos assim tão limitados no pensamento para necessitarmos dessas pequenas pausas que nos façam organizar o raciocínio acerca do que lemos, do que escrevemos, do que nos passa pela cabeça, será que pensamos com vírgulas, com pontos, com interrogações e exclamações, afinal há quem pense com imagens e não só com palavras, e será que as imagens precisam de vírgulas ou porventura usamo-las na nossa vida, levanto-me, acendo a luz, vou à casa de banho, depois passo pela cozinha, como qualquer coisa para não sair para a rua em jejum, pão, queijo, cereais, fruta, passo após passo uma vida separada por vírgulas, de quando em vez um ponto final, um parágrafo, mudo de ideias, penso noutra coisa qualquer, esqueço o que tinha pensado antes, fico ensimesmado, sem nada que me passe pela cabeça, com reticências, acordo de repente deste estado de meia sonolência, exclamo, no que estava eu a pensar, ponto de interrogação, estava mas era a perder tempo, que os minutos estão mais do que contados, irrito-me comigo mesmo, uso outro ponto de exclamação, apresso-me a vestir-me, tudo pequenos actos em sucessão, entrecortados por vírgulas, lá estão elas outra vez, será que é assim que organizo as minhas ideias, com vírgulas, ponto de interrogação, um ponto final semeado aqui e ali para separar melhor, um parágrafo se encerro um assunto, se já deu o que tinha a dar, se acabo uma sequência antes de passar a outra, até por fim adormecer e começar tudo de novo.


sábado, 4 de outubro de 2008

Cada vez que me dizem que sonhos não passam apenas de sonhos, penso que não sabem o verdadeiro significado de um sonho. Toda a gente deve sonhar, deve pintar o seu próprio espaço com o seu proprio ser, e não ter medo de quem é e nem do que faz. Sonhar faz parte da vida, sonhar faz-nos querer e acreditar que conseguimos tornar esses sonhos em realidade. Sonhar é olhar para lá do que vemos, é sentir, ser e conseguir atingir a felicidade nem que seja em apenas alguns seguntos, momentos, vida. Sonhar faz-nos viajar, viajar por uma estrada sem muros, sem barreiras, sem pedras. É uma rosa sem espinhos à espera de ser agarrada e não mais largada. É um trevo de quatro folhas, é o princípio do começo sem fim. Os sonhos não existem apenas quando estamos a dormir, sonhos apoderam-se de nós a cada momento da nossa vida, sonho é cada etapa que queremos alcançar. Por isso sonha, sonha muito e não tenhas medo de o fazer, porque não está errado, nem é, tão pouco, uma barbaridade.
Inês

"Cada sonho, é uma realidade à procura de batalha para se realizar, à procura de força, à procura de poder mostrar ao Mundo o quanto real é."
Autor desconhecido