quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

.


Fizemos amor e acabámos sobre o cheiro quente que misturava o nosso tabaco, os nossos perfumes e o intenso aroma que eram os nossos corpos. Deitada no teu peito macio acendemos mais um cigarro, que soube a eternidade. Ouvia a dança do teu coração mesmo perto de mim, tentava captar esse som como se de uma imagem se tratasse. Apaguei o cigarro logo depois de ti; acabámos por adormecer envoltos no suave toque do teu lençol claro. Esperava, quando acordar, ter-te na mesma. Para sempre. De facto, foi isso mesmo que aconteceu, naquele devaneio que é o acordar e o não-acordar, olhei-te e, tal como num sonho, ainda estavas comigo. Acariciavas-me com o teu terno olhar e o doce toque dos teus dedos; o teu quarto estava mais alegre: as paredes mais brilhantes, o lençol ainda mais branco, as almofadas mais macias e tu ainda mais belo. Deste-me a tua camisola cinzenta e ainda te senti mais meu. Agora faz de conta que ficámos assim para sempre: abraçados um no outro, como gosto desta sensação!

1 comentário:

Anónimo disse...

LINDO, LINDO!