Já não sinto aquela pressão de querer que o tempo passe rápido, para ver resultados. Já me mentalizei que não posso saber tudo, já sei que há coisas que por mais que eu puxe pela cabeça não têm explicação, não têm fundamento e a maioria das vezes... Nem se sabe por onde surgem, ou o que vieram fazer. Os sentimentos... Esses vão e vêm como uma brisa suave que se transforma num tornado, ou até mesmo naqueles dias em que faz sol e chove ao mesmo tempo, olho lá para fora e não compreendo, sim, eu não compreendo, juro que não, e até já cheguei a pensar que o mal fosse meu... Cá dentro, houve um temporal, com direito a marremotos, terramotos, furações, de tudo um pouco, todas aquelas coisas que eu não sei explicar e ainda hoje, nem sei como nem o porquê de terem acontecido. Mas hoje, invulgarmente, a tempestade parou, estabilizou, mal sei… Sim, parou, é certo que não consigo saber qual é o meu caminho, pois este manto de neblina cobre-me a visão, o chão está coberto de areia movediça que me tem levado ao fundo de nada vezes sem conta. Contudo, hoje, passo após passo, sem medo (talvez um pouco de receio, por ir às escuras), entrego-me a ti mais uma vez, destino. Leva-me para onde quiseres, podes ser cruel ou não, que nada sentirei, hoje, leva-me para qualquer lugar, assim como para aqui me trouxeste. Nuvens, se vocês, grandes senhoras que não me deixam ver para onde sigo, o que vou fazer asseguir, então guiem-me, pois hoje sinto-me tentada a arriscar, hoje, quero não pensar no porquê, no quando, no onde e no como, hoje, quero flutuar nesse mar que estabilizou. Cheguei, deitei-me de costas, fechei os olhos e assim sigo, ao teu sabor, rude ou benéfico destino. Em terra ficam as pedras e os pedregulhos, os tiros e as bombas que curiosamente não me mataram, creio eu, e comigo levo a força de vontade de vencer, aquela que sei que sempre tive mas que apenas se escondeu, pois eu sou uma vencedora, eu sei o que quero e eu quero ser feliz, como tal, hoje pintarei essa vontade com todas as cores do arco-íris. Hoje, apesar de, se parar para pensar, talvez ainda me custe aceitar, não quero pensar, eu não quero parar, pensar de nada me vale a não ser a confusão que cada vez se apodera mais de mim. Confusões? Bem me bastam. Dores? Disso já nem falo, acho que já nem sinto, tive um AVC de sentimentos que me afectou até na maneira de pensar e hoje, não me importo se é bom ou mau, é o que tem de ser. Hoje é um bom dia para ser eu, um bom dia para ser # nêê.., e eu aceito.
Eu quero, eu consigo.
2 comentários:
Prefiro esta Nê!
Tu tens mais é de ser feliz, tens todas as condições para o ser, aliás! Portanto, só fico é contente de ver que este blogue já está de novo com vida. Ainda por cima, uma vida mais contentinha! ;)
Força, miuda, força! :D
:D Obrigado Alexandra 'Pinta' xD
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