quinta-feira, 7 de maio de 2009

isto não é título, mas nunca pensei usar esta palavra tantas vezes!

Espírito rasgado
Hegemonia de sentimentos destruídos por Ti;
Só por Ti.
Causalidade nula
Impressão perdida.
Abomino-te por me estimares
Por cada vez que me procuras
E me encontras.
Oxalá um dia engulas cada promessa que rematas!

No vagar do meu ser és o inconstante
O arrepio perverso que me faz
Capaz
De devorar espadas de pontas desembotadas
Armaduras esquecidas.
Ventos que levaram as nossas defesas
Nudez pérfida
Descrente de escudos e de ferros.
Tempestades usurpadoras.

Oxalá um dia engulas cada promessa que rematas!
Oxalá morramos com o pretexto de
Nos descobrirmos
Como não podemos descobrir agora.
Oxalá haja vida depois da transição
Mas oxalá eu nunca te encontre
Oxalá que nunca me toques
Com essas mãos sujas de vida
Oxalá te saiba um dia.

devaneios sublimes, não importa mais.
Alexandra Nunez.

2 comentários:

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
disse...

Oxalá que um dia tudo o que nos magoou ou que ainda magoa, lembranças que não passam disso mesmo: lembranças, nos ponham um sorriso na cara por as termos conseguido ultrapassar, saindo por cima como grandes vencedoras, porque .. É isso que somos :) Admiro-te imenso, porque nessa aparência de "DOIDA", e passo a palavra, não passa na cabeça de ninguém o que relamente te vai no pensamento, consegues esconder os sentimentos de uma forma por vezes até invejável, no entanto, quando escreves, com ou sem os teus "pózinhos de purpirina", mostras o outro lado da Xana, e isso é absolutamente fascinante, tenho dito!