Olhava a rua pela minha
Janela na busca de
Te encontrar.
Sorria-me o vento
Aos ouvidos, lânguido,
Pela face.
Não havia maneira
De chegares.
O pinheiro em frente
Mal se mexia. Como que
Se o vento lânguido não lhe
Tocasse. Impávido, imponente.
O único candeeiro que iluminava
A estrada
Reflectia nos vidros dos carros
Petrificados.
Não lhe sabia o nome;
E passa agora
Mais um.
Cada vez mais fraco
E mais, e mais
Tenho a minha luz apagada
Escrevo no leito de uma
Vela aromática.
Fixei os meus olhos no
Barulho do rio que não via
Inspirei ao ritmo da baunilha
Límpida e terna.
Tu teimavas em não chegar
Dou mais um gole no meu
Cálice. A tua espera
Mata-me; e tu
Demoras com intenção!
Odeio-te por dares
Cabo de mim e
Me possuíres até à alma…
Quando chegares, possivelmente
Já nem estou acordada.
Já o meu cálice estará
Bebido e esta janela,
Que me desvenda, trancada.
Este calor consome-me o
Espírito. Finalmente apagou-se
O candeeiro maldito. Não há
Meio de chegares…
E também não vejo o fim
Desta espera nojenta.
Já não consigo
Seguir para outras paragens
Sem ti.
Vou onde me levares
Se me levares…
Já não há lágrimas para chorar
Porque já não há medos
Mas também já não sorrimos
Os dois, porque há uma coisa
Terrível.
A monotonia. E o pinheiro
Que continua sem se mexer,
Não se cansará de estar
Sempre ali a ver o mesmo
Velho candeeiro, os
Sempre forçados sorrisos,
As mulheres que esperam
Sempre os mesmos
Atrasos. Era capaz de viajar
Toda a noite conversando
Contigo mas de repente.
De repente uns faróis
Mortíferos descem a rua
Olhando para mim. Frios
Como o gelo. Atrás
Deles segue-se um carro
Negro. És tu. Finalmente!
Sorris-me da rua com
Um ar exausto. Mas já
Chegaste! Oiço abrires a
Porta. Entras no quarto e
Vens dar-me um beijo enquanto
Visto a camisa de dormir
Branca.
Oiço o microondas e os
Talheres a tilintarem. Sorrio
Comigo mesma.
É sempre igual, mas sabe-me
Sempre bem saber que te tenho,
Todas as noites, para mim.
Como se em todas elas, chegasses da guerra!
Janela na busca de
Te encontrar.
Sorria-me o vento
Aos ouvidos, lânguido,
Pela face.
Não havia maneira
De chegares.
O pinheiro em frente
Mal se mexia. Como que
Se o vento lânguido não lhe
Tocasse. Impávido, imponente.
O único candeeiro que iluminava
A estrada
Reflectia nos vidros dos carros
Petrificados.
Não lhe sabia o nome;
E passa agora
Mais um.
Cada vez mais fraco
E mais, e mais
Tenho a minha luz apagada
Escrevo no leito de uma
Vela aromática.
Fixei os meus olhos no
Barulho do rio que não via
Inspirei ao ritmo da baunilha
Límpida e terna.
Tu teimavas em não chegar
Dou mais um gole no meu
Cálice. A tua espera
Mata-me; e tu
Demoras com intenção!
Odeio-te por dares
Cabo de mim e
Me possuíres até à alma…
Quando chegares, possivelmente
Já nem estou acordada.
Já o meu cálice estará
Bebido e esta janela,
Que me desvenda, trancada.
Este calor consome-me o
Espírito. Finalmente apagou-se
O candeeiro maldito. Não há
Meio de chegares…
E também não vejo o fim
Desta espera nojenta.
Já não consigo
Seguir para outras paragens
Sem ti.
Vou onde me levares
Se me levares…
Já não há lágrimas para chorar
Porque já não há medos
Mas também já não sorrimos
Os dois, porque há uma coisa
Terrível.
A monotonia. E o pinheiro
Que continua sem se mexer,
Não se cansará de estar
Sempre ali a ver o mesmo
Velho candeeiro, os
Sempre forçados sorrisos,
As mulheres que esperam
Sempre os mesmos
Atrasos. Era capaz de viajar
Toda a noite conversando
Contigo mas de repente.
De repente uns faróis
Mortíferos descem a rua
Olhando para mim. Frios
Como o gelo. Atrás
Deles segue-se um carro
Negro. És tu. Finalmente!
Sorris-me da rua com
Um ar exausto. Mas já
Chegaste! Oiço abrires a
Porta. Entras no quarto e
Vens dar-me um beijo enquanto
Visto a camisa de dormir
Branca.
Oiço o microondas e os
Talheres a tilintarem. Sorrio
Comigo mesma.
É sempre igual, mas sabe-me
Sempre bem saber que te tenho,
Todas as noites, para mim.
Como se em todas elas, chegasses da guerra!
Cheesecake
O Mundo não está para brincadeiras. E eu não sei rigorosamente nada!
Não peço nada mais! x
28. Maio. 2009.
(A fotografia é da Alexandra)
1 comentário:
Não li tudo, mas tenho a dizer que adorei simplesmente simples na simplicidade do mais simples a fotografia ^^
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